7 abr 2009

Poder nas organizações - Parte 2/3

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Administração

Poder x Liderança 

Sem um grau mínimo de poder, um gerente encontra dificuldades para dirigir os esforços da equipe. O poder é necessário, diria até, indispensável para o funcionamento de uma organização, entretanto, é importante que saibamos que os benefícios do poder são indispensáveis, porém, se faz necessário levarmos em consideração os custos do seu uso. Para cada utilização de poder existe uma utilização de poder corolário, que é uma resposta ao poder imposto. Os administradores eficientes devem usar seu poder com um mínimo de possibilidades de ataques contrários e com um mínimo de blefes. Por exemplo, quando o administrador ameaça o funcionário de demissão caso ele não cumpra o prazo determinado para entrega do documento, ele pode se deparar com alguns problemas oriundos dessa coerção. Primeiro, se o subordinado entregar no prazo estipulado, o mesmo pode se sentir desmoralizado por conta da coerção sofrida. Já se ele não entregar dentro prazo, o administrador pode perder um ótimo funcionário, ou então perder o respeito, já que não executará a sanção prometida.

O poder, ao contrário da liderança, não requer a compatibilidade de objetivos, requer apenas a relação de dependência. A liderança necessita de compatibilidade entre os objetivos dos líderes e o dos seus liderados. Outra diferença entre a liderança e o poder é o rumo das pesquisas de ambos os conceitos. As pesquisas a cerca da liderança enfatizam a questão do estilo, já as pesquisas em relação ao poder enfatizam áreas mais amplas, vão além dos indivíduos. John French e Bertram Raven elaboraram um esquema de classificação onde eles respondem a questões como: de onde emana o poder? O que leva um indivíduo ou um grupo a exercer influência sobre os outros? Esse esquema propõe cinco bases ou fontes de poder: coerção, recompensa, legitimidade, talento e referência.

Quando as pessoas buscam o poder elas tendem a fazer isso só, porém em muitos casos isso se torna difícil, arriscado e até impossível. Nessas ocasiões os indivíduos, desprovidos de poder, tendem a combinar seus recursos para assim criarem poderes e obterem ganhos individuais. É o exemplo dos sindicatos de trabalhadores, eles por si só não teriam poder frente aos patrões, porém, à medida que se uniram criaram força suficiente para barganhar vários benefícios. As coalizões têm mais probabilidade de serem criadas em ambientes onde existe forte interdependência de tarefas e recursos.

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