6 abr 2009

Poder nas organizações - Parte 1/3

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Administração

Poder 

Em primeiro lugar se faz necessário entendermos o que é poder, e o diferenciar de expressões semelhantes como autoridade e influência que comumente se confundem. O poder pode ser definido de forma estática - onde reside numa pessoa ou num cargo - ou de forma dinâmica - onde reside nas relações sociais. Entendamos o poder como sendo a capacidade que um indivíduo A tem de influenciar o comportamento do indivíduo B, de tal modo que B faça alguma coisa que normalmente não faria. É a capacidade de uma pessoa conseguir que a outra pessoa aja da forma desejada pela primeira.

A autoridade, por sua vez, é a compreensão do poder proveniente da posição na hierarquia, representa uma base de poder, o poder legítimo. Por fim, a influência representa qualquer ação ou comportamento que mude a atitude de outra pessoa ou grupo.

Dada à definição de poder e suas devidas diferenciações partamos para os aspectos pertinentes ao mesmo. O primeiro aspecto é que o poder pode existir e não ser exercido, ou seja, uma pessoa pode ter poderes e não executá-los, por isso o poder pode ser uma capacidade ou um potencial. O segundo aspecto diz que o indivíduo B - desprovido de poderes - deve ter autonomia de ação para fazer escolhas, caso contrário ele não poderá fazer nada além do que já vem fazendo. O terceiro e, provavelmente, o mais importante aspecto do poder é a relação de dependência. De acordo com o postulado geral da dependência, quanto maior a dependência de B em relação a A, maior o poder de A sobre B. A dependência é inversamente proporcional à quantidade de suprimentos (escassez) e diretamente proporcional à importância desse suprimento. Esses dois pontos – escassez e importância – criam à dependência, que aumenta quando o recurso controlado é importante e escasso.

Você não conseguirá exercer o poder se o que possuir não for considerado importante, ou se o que possuir existir em abundância. No sertão, por exemplo, a água pode representar poder, ou seja, aqueles que têm água podem exercer poder sobre aqueles que não têm, já num grande centro urbano a água não representa fonte de poder.

Não percam; amanhã e quarta-feira mais dois post’s sobre o poder nas organizações.

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