12 jun 2009

Administração de materiais

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Administração

Grande parte das empresas oferece mais de um produto a seus clientes. No estabelecimento dos produtos a serem ofertados pela organização dois fatores entram em conflito e devem ser considerados. “Se a linha de produtos é muito estreita, a empresa pode perder clientes. Se a linha de produtos é muito ampla, os clientes podem ficar satisfeitos, mas os custos operacionais aumentam devido à falta de especialização.” A necessidade de oferecer uma gama de produtos aos clientes entra em contraponto com a idéia de minimizar os custos operacionais, dessa forma, os interesses devem ser equilibrados através de três programas: simplificação de produtos, padronização de produtos e especialização de produtos.

A simplificação de produtos refere-se ao processo de tornar algo mais simples de produzir ou fabricar. O principal objetivo da simplificação é a eliminação do desperdício, livra-se de variedades, tipos e tamanhos inúteis para se atingir o objetivo central. “A ênfase não recai simplesmente sobre o corte de produtos para reduzir a variedade, mas sobre a eliminação de produtos e variações desnecessárias.”

A padronização de produtos é uma especificação estabelecida, refere-se ao material, a configuração, as medidas e qualquer outra coisa relativa ao produto. Dessa forma, a padronização permite um intercambio e uma semelhança de produtos, visto que os mesmos serão fabricados em cima da mesma especificação. A padronização permite uma produção em massa, desde que os projetos dos conjuntos sejam padronizados, de modo que vários modelos ou produtos possam ser montados do mesmo modo.

A especialização de produtos é a concentração de esforço em uma área ou ocupação particular. Essa especialização leva a mais duas outras, a especialização de processo e de mão-de-obra. O principal resultado trazido pela especialização de produtos é o aumento na produtividade e a redução nos custos operacionais de produção. A desvantagem da especialização é a inflexibilidade, pois tanto a mão-de-obra quanto os equipamentos são extremamente especializado, de forma que dificulta o trabalho em atividades diferentes daquelas que eles foram treinados.

Apesar dos três programas (simplificação, padronização e especialização) parecerem distintos quanto à utilização, eles são inter-relacionados. A simplificação pode ser resumida como a eliminação de supérfluos, dessa forma ela levará para a padronização que por sua vez irá requerer uma maior especialização das partes envolvidas no processo de produção. Esses programas permitem que a empresa se concentre naquilo que ela produz melhor e, assim faz com que atinja-se um elevado nível de produtividade.

10 jun 2009

A temível entrevista de emprego

Autor: Tiago Xavier | Categoria: RH

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Arrumar um emprego nos dias de hoje não é nada fácil, a competição está muito acirrada e as oportunidades estão cada vez mais escassas. Minha intenção nesse post não é debater sobre a falta de emprego, mas sim ajudar aqueles que de alguma forma conseguiram um passo a mais, conseguiram uma entrevista de emprego. Quem já passou por uma entrevista desse tipo deve estar lembrando de todos os sentimentos pertinentes a este momento; a mão gela, a boca seca, as palavras fogem e assim por diante.

Difícilmente uma pessoa irá ingressar numa instituição privada sem antes passar por uma entrevista de emprego, por menor que seja a empresa ela exige uma entrevista com o candidato para saber um pouco mais sobre a pessoa que poderá ingressar naquela entidade. Alguns pontos são essenciais aos candidatos e farão com que ele seja visto com outros olhos em comparação a seus concorrentes, segue alguns:

  • A linha que separa a confiança do “super-homem” é muito singela: no momento da entrevista o candidato deve passar confiança através dos atos e principalmente das palavras, aqueles que falam muito baixo podem passar a impressão de insegurança e, assim sendo, podem ser interpretados de maneira equivocada, cuidado! Se atenha aos aspectos que você domina, pois você possui limitações e deve estar ciente delas, caso contrário você pode imergir num mundo desconhecido onde o debate pode desembocar no fim da sua oportunidade de emprego. Lembrem-se “surper-homens” não existem, esteja ciente de suas qualidades e das suas deficiências, isto será fundamental para que você passe confiança ao entrevistador;
  • Cuidado com a aparência: é repetitivo, mas é super sensato lembrar-mos que a aparência do candidato será um dos principais pontos de avaliação. A roupa deve estar alinhada com as características da empresa, pesquise sobre a mesma antes de ir para a entrevista. Homens, além do cuidado com a roupa é essencial que esteja com a barba bem feita. A higiene é muito importante para ambos os sexos.
  • Saiba tudo quanto for possível sobre a empresa: é essencial que as pessoas pesquisem sobre a empresa antes de debater numa entrevista de emprego, a internet é uma aliada muito interessante para essa pesquisa. Busque por resultados da empresa, sobre ramo de atuação, concorrência e outros aspectos que julgar relevante para a empresa e sobretudo para o cargo que está em aberto.
  • Seja sincero: nunca minta numa entrevista de emprego. O entrevistador buscará respostas que serão fundamentais para a empresa, a mentira neste momento pode se tornar um grande pesadelo no futuro. Além disso, você pode passar por uma situação constrangedora caso seja descoberto em uma eventual mentira.

Listei alguns tópicos que julgo essencial para que o candidato não saia-se mal numa entrevista de emprego, várias informações podem complementar essas dicas pois trata-se de um assunto bastante debatido. Pesquise e corra atrás dos seus objetivos.

8 jun 2009

Carnaval do Rio de Janeiro: O patrocinador dá o tom

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Mercado

Escola de Samba 

O carnaval foi vendido? Partindo do princípio que os custos das escolas de samba estão cada vez mais altos e que é praticamente impossível uma escola de samba desfilar sem patrocínio de empresas privadas, poderíamos dizer que sim. “Se a escola não tiver patrocínio, há muita dificuldade para desfilar” disse Paulo Vianna, presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel. É notório por parte daqueles que acompanham o carnaval há certo tempo, que essa festa não é mais a mesma. O carnaval, principal festa popular brasileira, não só desperta à admiração dos espectadores, como também faz aguçar os interesses comerciais em torno do seu sucesso. De acordo com Noca da Portela, 72 anos, “uma escola de samba precisa de, no mínimo, R$ 4 milhões para desfilar e fazer um carnaval bonito…” diante desse quadro não podemos deixar de concordar com Hirani Araújo, historiador da liga independente das escolas de samba, que diz: “O patrocínio é um mal que é para o bem. Não tem outra saída”. Poucas são as escolas que não conseguiram patrocínio para o desfile desse ano.

Partindo da análise que o patrocínio é algo indispensável para o carnaval, surge a pergunta: Quais as conseqüências da inserção do carnaval em uma lógica de mercado? A principal conseqüência dessa inserção é a perca da autonomia das escolas de samba. Um exemplo prático é a formulação do samba-enredo de acordo com os interesses do patrocinador. Joãozinho Trinta, grande artista do samba, ao ser perguntado sobre o que ele faria para o carnaval respondeu: “Não sei. Depende para onde eles venderam.” A Grande Rio, por exemplo, foi patrocinada pela Nestlé, seu tema foi alimentação (ramo de atuação da empresa patrocinadora) e em seu samba-enredo foram “encaixadas” expressões que caracterizam produtos da Nestlé a fim de agradar o patrocinador. Isso não é particular a essa escola, fatos semelhantes ocorreram com a Mocidade Independente de Padre Miguel, Mangueira, Portela e também com escolas de samba de São Paulo como Camisa Verde e Branco, Leandro de Itaquera e Imperador do Ipiranga.

A criatividade, característica peculiar do carnaval, não desaparece por conta dos interesses, entretanto ela se adequa a eles. “A criatividade depende hoje de quem paga”, comentou Fernando Pamplona, carnavalesco que foi afastado por resistir às mudanças ocorridas por conta da lógica de mercado.

Se por um lado o dinheiro que os patrocinadores investem no carnaval torna esta festa mais sofisticada e mais bonita, por outro lado este dinheiro coloca em cheque a sua originalidade, pois nota-se que o carnaval perde sua identidade quando se torna uma festa voltada para o mercado.

Os mais informados, ou os mais atualizados, vão notar que as informações acima não são pertinentes ao carnaval de 2009. Isso foi proposital, esse texto eu preparei em 2005 e refere-se ao carnaval daquele ano, mas ao analisar os desfiles das escolas de samba em 2009 (parabéns ao Salgueiro), que por sinal achei belíssimo, vi que se trata de um texto atual e portanto disponibilizei para vocês! A lógica de mercado está presente em todos os locais, as empresas não perdem a oportunidade de vender suas marcas!

5 jun 2009

Plano de incentivo, quando implementá-lo?

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Administração

Plano de incentivo 

Aos meus olhos os planos de incentivo devem servir como “remédio” em curto prazo para as organizações. Ao serem incentivados os funcionários tendem a caminhar de acordo com o incentivo, e se o incentivo estiver formulado de acordo com os problemas enfrentados pela empresa naquele momento eles surtirão efeito. Sendo assim, os administradores podem atrair os esforços para suas idéias.

Quando o plano de incentivo deixa de ser em curto prazo, e passa a ser de longo prazo os problemas dessa técnica tornam-se aparentes. Os incentivos têm o poder de controle sobre as pessoas, as condicionam de modo que inibe seu censo de investigação, aprendizado e progresso, características relevantes em um indivíduo dentro de uma organização. Em outras palavras a recompensa faz da criatividade sua principal vítima. Outro fator negativo das políticas de incentivo é a individualização no ambiente de trabalho. É sabido que a sinergia de uma equipe de trabalho é maior que a soma das partes dessa equipe, a teoria da recompensa ignora essa premissa e estimula a individualização, visto que seus companheiros de trabalho passam a ser vistos como concorrentes à premiação.

Se o sentido da recompensa for a motivação, o administrador estará indo pelo caminho errado. As recompensas fazem com que os funcionários se motivem pelo prêmio e não pelo trabalho em si. Caso a recompensa seja retirada tudo voltará ao que era, demonstrando assim a falta de motivação pelo trabalho.

Não me coloco como um defensor das políticas de incentivo, porém também não as abandono. Vejo que as mesmas devem ser adequadas ao ambiente, eliminando suas limitações e incentivando seus benefícios.

3 jun 2009

Marketing - Resgate histórico

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Marketing

Marketing

O conceito de marketing é algo extremamente diversificado, vários autores criam conceitos acerca do tema e formam uma verdadeira torre de babel em volta do assunto. Atualmente o conceito de marketing versa sobre a constituição de uma relação satisfatória entre os indivíduos que classicamente viveram em lados opostos, as empresas e os clientes.

Hoje as estratégias de marketing buscam consolidar relacionamentos de longo prazo em que os envolvidos procuram por uma relação do tipo ganha-ganha, onde o ganho de um não significa a perda do outro. Esse um dos principais desafios para os gestores organizacionais. Atingir um nível ótimo para a empresa e para os clientes não é nada fácil, entretanto, existem diversas ferramentas no campo do marketing que auxiliam os administradores para realização dessa tarefa. Formação educacional e vivência profissional são fatores indispensáveis para os gestores galgarem melhores relacionamentos junto aos seus clientes.

Desde o inicio do comércio, nos primórdios da humanidade, encontra-se vestígios de marketing. Todavia, trata-se de um tema pouco estudado, que surgiu a partir da revolução industrial e trouxe consigo uma nova realidade que transformou um mercado de vendedores em um mercado de compradores. Daí surgiu a necessidade dos industriais administrarem essa nova realidade e consequentemente surgiu a motivação para o estudo do marketing.

Esta motivação ganhou força no fim da segunda guerra mundial, antes disso a preocupação era com a logística e com a produtividade, os consumidores não tinham o poder de barganha. Após a segunda guerra viu-se um aumento substancial no nível de concorrência de várias indústrias. Em conseqüência notou-se uma explosão nos estudos com objetivos de atrair e lidar com os consumidores, que agora tinham poder de barganha dado o nível de concorrência que as empresas estavam inseridas.

Foi nesse momento que nomes como Bamum e Scott se destacaram, e também foi nesse ínterim que os profissionais da área ficaram conhecidos como artistas, charlatões. A arte de vender foi transformada em um espetáculo teatral que gerava desconfiança no público. Scott foi o primeiro a trazer a noção de aplicação da psicologia na propaganda. Somente em 1954, com o lançamento do livro “A Prática da Administração” de Peter Drucker, o marketing foi colocado como ferramenta fundamental para desenvolvimento das organizações.

1 jun 2009

Oceano Azul x Oceano Vermelho

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Inovação

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“A era industrial acabou; a era do conhecimento pode acabar com você” esse é o título do texto de Adriana Salles Gomes, Lizandra Magon de Almeida, Denise Conselheiro e Luiz Moura que cita entre outros nomes Jack Welch e Peter Drucker.

O pensamento industrial onde o líder considera os membros da equipe responsáveis pelo progresso em atingir as metas já era, escafeudeu-se. O problema é que muitas empresas ainda não deram conta disso, ou melhor, deram e não sabem agir efetivamente na nova era que estamos inserido, a era do conhecimento.  Para entrar definitivamente na era do conhecimento as empresas terão de estabelecer outro tipo de relação com a inovação, e é ai que entra o conceito do oceano vermelho e do oceano azul.

Em linhas gerais o oceano vermelho é definido como sendo um mercado extremamente competitivo, repleto de concorrentes. Enquanto que o oceano azul é um novo mercado criado por uma empresa e portanto sem concorrentes e de baixa competitividade. Não necessariamente a inovação para criação de um novo mercado requer um novo produto, pode ser um produto existente disposto de forma diferente, o vídeo acima explica muito bem isso com o nitendo Wii.

Chan Kim, o entrevistado nesse vídeo e uma das personalidades nesse assunto, fala que o ocean azul se apóia em três pilares: a idéia deve ser poderosa, ela não deve ser orientada pelo cliente e nunca deve se prender aos limites dos concorrentes. Na prática para criar um oceano azul é necessário:
- Criar algo que o setor ainda não ofereça;
- Ampliar algo para cima da média do setor;
- Dasafiar algum dogma do setor e reduzir algo a um nível bem inferior so do setor;

As nomeclaturas mudam, mas o conceito é principal é o mesmo. Inovar é preciso em todas as esferas das nossas vidas e para tanto precisamos de novas concepções que na maioria das vezes é mais importante que novas idéias, no sentido de começar do zero.

E você, tem um oceano azul em seu mercado?

18 mai 2009

Liderança X Chefia

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Administração

A liderança é um assunto recorrente em salas de aula e salas de reunião. As organizações estão buscando, cada vez mais, profissionais com boa capacidade de liderança que consigam gerir equipes ou projetos de modo a melhorar os resultados finais em termos de produção e/ou lucro. Lembro-me da minha recente passagem pela universidade e sempre que surgia o assunto liderança vinha a pergunta: qual a diferença entre o líder e o chefe?

Os autores que publicam sobre administração não tem um consenso, todavia tenho a certeza que existe uma diferença latente entre o líder e o chefe. Na minha concepção o líder é aquele que consegue estabelecer vínculos que transcendem as posições hierárquicas, ou seja, líder pode ser um diretor ou um operário! Quem não conhece algum caso onde o funcionário que ocupa uma posição na base da pirâmide hierárquica consegue influenciar decisões importantes da organização? Essa liderança pode surgir de várias formas, pode manifestar-se pelo caráter carismático do líder ou por sua precisão profissional, a competência. Todos os dias surgem novas classificações para definir o líder, procure a sua pois todas as funções exigem um determinado grau de liderança.

Com relação a chefia eu credito unico e exclusivamente a cargos delegados. Chefes são aqueles onde o poder emana da posição que ocupa, isso não quer dizer que um chefe não pode ser um líder, porém se o respeito depende apenas da autoridade imposta pelo cargo suas decisões sempre serão questionadas, muito embora sejam atendidas. Quando penso nesse assunto sempre me lembro daquela figura do capataz, o braço direito dos donos de escravos, que exercia seu poder por meio da força física e por conta disso eram temidos, mas nunca foram respeitados.

Na era da gestão global, a qual já ingressamos desde que a internet se popularizou, os gestores precisam ser líderes para conduzir suas equipes em busca dos resultados. Mas essa liderança já nasce com as pessoas ou podem ser desenvolvidas ao longo da vida? Com certeza podem ser desenvolvidas, mas o líder nato que busca o desenvolvimento sempre estará um passo a frente daqueles que não nasceram com esse dom.

13 mai 2009

Consultoria: do modismo a realidade

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Administração

Consultoria 

Com o aprimoramento da gestão várias funções foram criadas e outras reiventadas. Nesse interím inclui-se o papel do consultor, figura empresarial que se consolidou na última década e vem ganhando força dia a dia. De acordo com a Wikipédia consultoria é: “Atividade profissional de diagnóstico e formulação de soluções acerca de um assunto ou especialidade”.

Estou tocando nesse assunto porque recentemente contratamos um consultor para prestar seus préstimos em um restaurante de Fernando de Noronha. Por se tratar de um ramo que nunca tivemos experiência precisávamos de uma pessoa para nos passar as coordenadas, desde a compra de cadeiras até os utensílios mais básicos da cozinha. Foi a partir daí que pude sentir na prática a colaboração de um consultor, nesse caso temos um exemplo clássico do trabalho desse profissional, trata-se de um assunto peculiar que diz respeito a uma determinada especialidade.

Todavia o papel do consultor não se resume a um ambiente desconhecido, diversas empresas estabelecidas há um bom tempo no mercado investem em consultorias externas para diagnósticar e formular soluções para problemas e processos rotineiros da organização. A visão de uma pessoa que está fora da empresa pode trazer uma realidade antes desconhecida pelas mentes condicionadas aos processos do dia a dia

4 mai 2009

Marketing Pessoal

Autor: Tiago Xavier | Categoria: Marketing

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O marketing pessoal é assunto comum nas conversas das pessoas, seja entre amigos ou entre profissionais da mesma empresa. Trata-se de um assunto bastante delicado, onde de um lado está a importância dessa ferramenta e de outro está os excessos desse processo.

No mundo competitivo em que vivemos o marketing pessoal se mostra como uma ferramenta super importante e relevante para várias dimensões; colocação no mercado, respeito profissional, reconhecimento por mérito e outras diversas situações fazem com que o marketing pessoal seja fator determinante para o sucesso. Devemos fazer com que as pessoas falem coisas boas sobre nós, na nossa presença e, principalmente, em nossa ausência. Devemos tomar cuidado com nossa imagem física e com as atitudes que serão interpretadas pelas outras pessoas.

De tão importante esse assunto passou a ser alvo de vários debates e cada vez mais está presente no cotidiano das pessoas. O problema é que muitas vezes o marketing pessoal é mal interpretado, o que acarreta uma série de problemas. O marketing pessoal não se resume a uma roupa bonita de uma grife famosa, ou a um carro novo que custa uma fortuna. Vai muito além das questões materiais e físicas, chega ao comportamento do ser humano onde será analisado as consequências dos seus atos.

Se arrume, compre aquilo que julgar interessante, mas nunca se deixe enganar no momento em que for tomar alguma atitude se escondendo atrás da importância do marketing pessoal. Você já deve ter escutado alguém falar que comprou determinado produto para aparecer ‘bem na fita’, procure sempre se arrumar da melhor maneira possível de acordo com as situações que lhe serão impostas, mas nunca esqueça que o mais importante será o seu conteúdo. E isso não se compra em nenhum shopping!

Juscelino Kubitschek 

O plano de metas de JK é considerado um caso bem sucedido de formulação e implementação do planejamento estatal.  Contrariamente ao projeto nacionalista de Vargas, havia uma clara aceitação a predominância do capital externo, limitando-se o capital nacional ao papel de sócio menor desse processo.

O plano de metas proposto por Juscelino Kubitschek para o período de 1956-1960 continha um conjunto de 31 metas, incluindo a construção de Brasília. A base desse plano era constituída pelo grupo misto BNDE-Cepal que foi criado em 1953. O trabalho do grupo misto seria o de fazer o levantamento exaustivo dos principais pontos de estrangulamento da economia brasileira, além de identificar áreas industriais com demanda reprimida, que não podia ser satisfeita com importações, dada a escassez estrutural de divisas na economia brasileira.

O crescimento industrial que ocorreu a partir do início do governo JK estava estruturado em um tripé formado pelas empresas estatais, pelo capital estrangeiro e, como sócio menor, pelo capital nacional. As empresas estatais participavam fortemente no setor produtor de bens intermediários. Os setores de energia, transporte, siderurgia e refino do petróleo recebiam a maior parte dos investimentos do governo. O capital privado estrangeiro dominava amplamente a produção industrial brasileira. Dominavam com folga a produção de bens de consumo duráveis e eram majoritários na produção de bens de capital. Além disso, tinham presença significativa nos setores de bens intermediários e de bens de consumo não duráveis. O objetivo do plano de metas só seria alcançado com a participação dominante do capital externo. O capital privado nacional era o sócio menor. Sua presença era mais forte no setor produtor de bens de consumo não duráveis, porém as multinacionais tinham presença significativa nesse setor, respondiam por 43% das vendas do mesmo.

O desenvolvimento industrial durante o plano de metas foi liderado pelo crescimento do departamento produtor de bens de capital e do departamento produtor de bens de consumo duráveis, ambos eram liderados pelo capital externo, daí a importância do mesmo no Brasil a partir do plano de metas.

Embora a industrialização por substituição de importações tenha aprofundado e consolidado o fechamento do país as importações, o mecanismo de reserva de mercado, que impedia importação de produtos com similar nacional, levou a uma abertura sem pré-cedentes ao capital externo. Isso é uma conclusão paradoxal sobre a economia brasileira.

Se a produção de bens de capital e de bens intermediários cresceu significativamente, não se chegou, porém, a completar a criação de um departamento I que possibilitasse a autonomia do processo de acumulação. Apesar da política extremamente liberal seguida por JK relativo ao capital estrangeiro, o “FMI” e o “Banco mundial” não aprovavam os pilares do PSI: protecionismo e controle de importações. Esse conjunto de contradições se manifestou na queda do ritmo de crescimento industrial a partir de 1962, configurando a primeira crise econômica brasileira motivada, principalmente, por causa internas.